quarta-feira, 12 de abril de 2017

TEOTÔNIO CORDEIRO: CAPITÃO DA GUARDA NACIONAL? DE QUE SE TRATA


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(uniforme da Guarda-nacional)

Quem não é dessa área de conhecimento deve ficar curioso para entender o que era fazer parte da Guarda Nacional, assim como com as diferentes patentes existentes, enquanto essa forma de organização vigorou no território nacional. Esse projeto foi inspirada no modelo francês.

A Guarda Nacional foi criada em todo Brasil em 1831, na Regência de Padre Feijó, logo depois do retorno de D. Pedro I para Portugal, com isso o Brasil passou a conviver com grande instabilidade social e politica, até a maioridade de D. Pedro II, em 1840, na Bahia teve uma revolta popular denominada de Sabinada (1837-1838), no Maranhão tivemos a Balaiada (1839-1841), no Pará a Cabanagem (1835-1840) e Farroupilha no Rio Grande do Sul (1835-1845). Além de outras revoltas menores, o pais estava pronto para se desintegrar e formar mais de um Brasil. A Guarda Nacional foi formada nesse clima de inquietação. 

Assim cada localidade, deveria fazer a seleção entre seus moradores para fazerem parte da Guarda Nacional. Quem eram essas pessoas? O principal critério para fazer parte desse clube era o Econômico. Em uma pequena localidade para fazer parte desse grupo honrado era necessário que se tivesse, como renda, no mínimo de 100 mil réis anual. Nas grandes cidades 200 mil.

Aqui algumas pessoas faziam parte da Guarda Nacional, na condição de Capitão: Teotônio Cordeiro de Oliveira, Antônio Lopes de Macedo (pai de Dr. Hugo), Antônio Alves (pai de Tião Alves (meu avó) e cunhado de Antônio Lopes de Macedo) entre outros, poucos.

As patentes variavam, sendo as de Oficiais na seguinte ordem crescente: Tenente – Capitão – Tenente-coronel e Coronel. O capitão era um oficial, uma liderança local, sendo o coronel uma liderança de caráter regional, acima do capitão. Dentre os coronéis de Turmalina temos, um dos últimos, o coronel Teotônio Pinheiro Torres (1858-1930), que foi fundador e primeiro Presidente da Conferencia São Vicente de Paulo. Além de ser tio de Sinhazinha Nogueira Badaró (1868-1954), a matriarca e mandachuva da politica de Minas Novas.

A primeira formação da Guarda Nacional em Nossa Senhora da Piedade se deu nos fins de 1831, foi formada pelo Padre João Gonçalves Mendes (1783-1863). Em frente á matriz tem um lápide com o nome dele. Na época ele era Juiz de Paz de Piedade (1828-1837) e por isso esse feito, formou o primeiro batalhão ele, o Padre Mendes, por foi por vários mandatos suplente de Deputado Provincial, se auto intitulou-se como tenente-coronel. Assim assinava nos batistério e casamentos que ministrava. Foi esse um dos padres mais importantes do século XIX, em Piedade, além do Padre Brás Vieira da Silva (1809-1867). Esse último Padre foi eleito Vereador em Minas Novas e em 1860 foi eleito Deputado Provincial. Ele era ainda, tataravô de minha esposa. Isso mesmo! Esse Padre teve alguns filhos! Agradeço a ele. 

Cabia a Câmara Municipal, nesse caso de Minas Novas reconhecerem os indicados para a Guarda Nacional. 

Quanto ganhava um Oficial da Guarda Nacional? Nada! Ganhava prestigio, bem lembrar que naquele tempo o serviço mais nobre de um cidadão era atender a uma demanda do Rei, no inicio dela, atender à solicitação dos governantes do Brasil. Esse prestigio valia muito na época. Em 1922 a Guarda Nacional foi desfeita.

Até mesmo o uniforme o oficial tinha a obrigação de providenciar, sem qualquer contribuição financeira para tal.

Mas pertencer à Guarda Nacional, era antes de tudo, privilegio de uma autoridade constituída e respeitada na sociedade local. Assim era o capitão Teotônio Cordeiro de Oliveira.


                                                                                                        

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