
(uniforme da Guarda-nacional)
Quem não é dessa área
de conhecimento deve ficar curioso para entender o que era fazer parte da
Guarda Nacional, assim como com as diferentes patentes existentes, enquanto
essa forma de organização vigorou no território nacional. Esse projeto foi
inspirada no modelo francês.
A Guarda Nacional foi
criada em todo Brasil em 1831, na Regência de Padre Feijó, logo depois do
retorno de D. Pedro I para Portugal, com isso o Brasil passou a conviver com
grande instabilidade social e politica, até a maioridade de D. Pedro II, em
1840, na Bahia teve uma revolta popular denominada de Sabinada (1837-1838), no
Maranhão tivemos a Balaiada (1839-1841), no Pará a Cabanagem (1835-1840) e
Farroupilha no Rio Grande do Sul (1835-1845). Além de outras revoltas menores,
o pais estava pronto para se desintegrar e formar mais de um Brasil. A Guarda
Nacional foi formada nesse clima de inquietação.
Aqui algumas pessoas
faziam parte da Guarda Nacional, na condição de Capitão: Teotônio Cordeiro de Oliveira,
Antônio Lopes de Macedo (pai de Dr. Hugo), Antônio Alves (pai de Tião Alves (meu avó) e
cunhado de Antônio Lopes de Macedo) entre outros, poucos.
As patentes variavam,
sendo as de Oficiais na seguinte ordem crescente: Tenente – Capitão – Tenente-coronel e Coronel. O
capitão era um oficial, uma liderança local, sendo o coronel uma liderança de
caráter regional, acima do capitão. Dentre os coronéis de Turmalina temos, um
dos últimos, o coronel Teotônio Pinheiro Torres (1858-1930), que foi fundador e
primeiro Presidente da Conferencia São Vicente de Paulo. Além de ser tio de Sinhazinha
Nogueira Badaró (1868-1954), a matriarca e mandachuva da politica de Minas Novas.
A primeira formação da
Guarda Nacional em Nossa Senhora da Piedade se deu nos fins de 1831, foi
formada pelo Padre João Gonçalves Mendes (1783-1863). Em frente á matriz tem um lápide com o nome dele. Na
época ele era Juiz de Paz de Piedade (1828-1837) e por isso esse feito, formou o
primeiro batalhão ele, o Padre Mendes, por foi por vários mandatos suplente de Deputado Provincial, se auto intitulou-se como tenente-coronel. Assim
assinava nos batistério e casamentos que ministrava. Foi esse um dos padres
mais importantes do século XIX, em Piedade, além do Padre Brás Vieira da Silva (1809-1867). Esse último Padre foi eleito Vereador em Minas Novas e em 1860 foi eleito Deputado Provincial. Ele era ainda, tataravô de minha esposa.
Isso mesmo! Esse Padre teve alguns filhos! Agradeço a ele.
Cabia a Câmara
Municipal, nesse caso de Minas Novas reconhecerem os indicados para a Guarda
Nacional.
Quanto ganhava um
Oficial da Guarda Nacional? Nada! Ganhava prestigio, bem lembrar que naquele
tempo o serviço mais nobre de um cidadão era atender a uma demanda do Rei, no
inicio dela, atender à solicitação dos governantes do Brasil. Esse prestigio
valia muito na época. Em 1922 a Guarda Nacional foi desfeita.
Até mesmo o uniforme o
oficial tinha a obrigação de providenciar, sem qualquer contribuição financeira
para tal.
Mas pertencer à Guarda
Nacional, era antes de tudo, privilegio de uma autoridade constituída e
respeitada na sociedade local. Assim era o capitão Teotônio Cordeiro de Oliveira.
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