segunda-feira, 17 de abril de 2017

LEOLINO CORDEIRO: O QUE SE PODE AFIRMAR OU DEDUZIR SOBRE ELE

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O Alferes Leolino Cordeiro de Oliveira (1825-1902), era filho de um Coronel, mas que não seguiu a tradição de influência politica do pai. Pois o pai, Bonifácio Cordeiro de Oliveira (1770-1838) era de fato, pela patente de Coronel muito muito influente. Recordo que a Guarda Nacional foi criada em 1831 e dela o pai de Leolino ocupava o mais alto POSTO! Sabemos que seu neto Teotônio Cordeiro de Oliveira tinha a patente de Capitão. Não sei se outro outro filho de Leolino tinha patente idêntica ao Teotônio Cordeiro de Oliveira. Lembro que Teotônio nomeou o seu filho casula, com o nome de seu avô, sem o sobrenome da esposa Maria Cordeiro de Macedo (Mariquinha). 

Bonifácio Cordeiro de Oliveira era o meu pai, ele dizia que era o único filho a receber a assinatura do pai sem a parte que deveria caber à assinatura da mãe: "Macedo".  Nunca ouvi ou soube de meu pai as razões do nome. Era uma homenagem ao bisavô, possivelmente ele não soubesse. Seus pais morreram quando ele tinha 16 anos de idade.  Naquele tempo esse tipo de dialogo,  entre pais e filhos, era pouco comum. Aliás qualquer dialogo entre pessoas mais velhas e crianças


Teotônio, meu avó, conviveu por muitos anos com o seu  pai, Leolino, do nascimento até os 32 anos de idade. Soube muito bem quem era seu avó, Bonifácio, dai a homenagem ao nome ao filho cacula. Há vários outros 'Bonifácios ou José Bonifácios" na família. Aliás os nomes dessa e possivelmente de outras famílias sempre se repetem. 

Leolino era Alferes, a condição de soldado: "aquele que carrega a bandeira". Já o seu pai era Oficial com a mais alta patente da Guarda Nacional. Titulo que era concedido a "autoridade de carácter regional". Assim era Bonifácio Cordeiro de Oliveira, pai de Leolino. 

Mas e os irmãos de Teotônio? Sei especialmente da condição econômica de  dois: Gabriel (avó da D. Emília do Teófilo de Castro) e de Ana (mãe do Zé da Ninha). Sei que esse casal de irmãos eram muito pobres. Gabriel viveu na Comunidade de Buriti/Valverde, próximo a Minas Novas e Ana, ficando viúva, do primeiro casamento (com o pai do Pedrinho da Ninha) logo teve que se casar devido a plena pobreza. Alguns de seus filhos foram criados por familiares, caso de João Cordeiro (pai do Bode). Criando por Teotônio e Mariquinha. 

É do nosso conhecimento que Leolino foi Festeiro do Rosário em Minas Novas, fato que nos garante projeção social e possivelmente econômica, essa festa ocorreu nos fins do século XIX. Tenho várias fontes que comprova ele na condição de festeiro, fato comprovado pela D. Lia, sua sobrinha e filha de Ana. Ainda não sei em que ano foi, preciso saber. Na internet há referências de Leolino como responsável pela festividade do Rosário em Minas Novas. 

É uma parte da história! 

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