domingo, 30 de abril de 2017

CASA DE ANTÔNIA CORDEIRO DE MACEDO: FILHA DE TEOTÔNIO E MARIQUINHA



CASA DE ANTÔNIA CORDEIRO, UMA DAS FILHAS MAIS VELHAS DE TEOTÔNIO E MARIQUINHA - CASA SITUADA NO BIGODE (SÓ PEQUENA PARTE DELA CONTINUA DE PÉ). 

terça-feira, 25 de abril de 2017

QUEM ERMAM OS IRMÃOS DE MARIA CORDEIRO DE MACEDO, A MARIQUINHA, ESPOSA DE TEOTÔNIO CORDEIRO DE OLIVEIRA


Segundo D. Ana cordeiro de Macedo, esposa do Sr. João do Antero, vulgo João Doce, e filha de João Cordeiro de Macedo, esse irmão de mariquinha, eram esses os irmãos e irmãs de Mariquinha: além de seu pai, João Cordeiro de Macedo, falecido por volta de 1940, esse teve dois casamentos sendo o primeiro com D. Josefina e o segundo com D. Antônia e sendo essa a mãe da filha caçula Ana Cordeiro de Macedo, a informante.

D. Ana é afilhada do filho mais velho de D. Mariquinha, o Sr. João Cordeiro de Oliveira, mas ela lembra que no dia do batizado ele estava doente e no seu lugar, foi designado um representante para a cerimônia.

IRMÃOS DE MARIA CORDEIRO DE MACEDO, A MARIQUINHA:

Nome
Descendência

Mais Informações 
João Cordeiro de Macedo
Pai de Ana Cordeiro de Macedo, 79  (Ana do João Doce, segundo matrimônio). 
Morreu por volta de 1940, quando D. Ana tinha 1,5 anos. Morava na localidade de Mateira em Minas Novas.  
Moisés Cordeiro de Macedo
Pai do Sr. Pedro Moisés e João Moisés
João é pai do Roney, Pedro morava na saudade, com grande descendência.  
Joaquim Cordeiro de Macedo
Pai do Sr. José Cambito e D. Maria (mora nas imediações da Granja)
José morava ao lado da Barragem, ponte Ribeirão do Moinho.
Maria Cordeiro de Macedo (Maria Soares)
Vicente Soares, Pedro Soares
Pedro Soares é pai do dono da Edível, e Vicente Soares é pai do Tita e Valmir do Cav.
Aline Cordeiro de Macedo
Sem descendência
Um fato curioso é que se trata de um nome moderno para um tempo antigo, e além de tudo é um nome que não se repetiu na família, só o Guinú, sobrinho avó, que vai dar a uma filha esse nome tão formoso.  
 José Cordeiro de Macedo
Foi casado com Ana Cordeiro de Macedo, eram pais de Pedrinho da Ninha, João Cordeiro (Pai da Ana Celma)
Morreu ainda novo, casou com Ana Cordeiro de Macedo essa era irmã de Teotônio Cordeiro de Macedo, que se casou com Mariquinha que era irmã do primeiro marido de Ana: José Cordeiro de Macedo.

No segundo casamento Ana vai ter um casal de filhos: Zé da Ninha e a mãe do Adelino da Loja.
Adélia Cordeiro de Macedo (caçula)
Mãe da Maria do Pio e da Margarida, Adélia faleceu em 1962.
Maria do Pio, remendeira, mora na rua Homero Maciel, Margarida é mãe do Murilo Fotografo.  
Sebastião Cordeiro de Macedo
Desconhecida


Além desse irmãos, Pedro Alves de Macedo, pai de 10 filhos, relacionados acima, tem ainda a PRÓPRIA Maria Cordeiro de Macedo (ainda não sei se Maria Soares, a última a falecer, tinha exatamente o mesmo nome da irmã Mariquinha.

Mariquinha, dentre todos, teve a família maior e mais relevante na cidade de Turmalina, Mariquinha e Teotônio Cordeiro de Oliveira tiveram 14 filhos, destes 04 homens: João Cordeiro, Zuza Cordeiro, Pedrinho Cordeiro (último a falecer, 2016) e Bonifácio Cordeiro, o caçula e meu pai. Das inúmeras mulheres, 10 ao todo, destaca-se D. Emília mãe do Guinu e Roque, entre outros.    


terça-feira, 18 de abril de 2017

DOS FILHOS DE LEOLINO, SERIA TEOTÔNIO O ÚNICO MEMBRO DA GUARDA NACIONAL?

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Partindo do pressuposto de que Leolino Cordeiro, não era um homem de grandes posses, não só por informações que se tem da vida modesta de seus filhos, Gabriel e Ana, mas da patente de Alferes que ocupava na Guarda Nacional. Mas é bom lembrar que independente da patente, ser membro da Guarda Nacional só era possível para os mais ricos daquele tempo. Ainda e cedo para afirmar a condição de vida de outros filhos já identificados. Mas, possivelmente, Teotônio Cordeiro de Oliveira teve a família mais numerosa e prospera, de toda descendência de Leolino e Emília.

Sendo Leolino um homem sem grandes posses, coube ao seu filho Teotônio uma única alternativa: suas posses são frutos de seu trabalho! Descartando a herança, o seu trabalho e capacidade são as razões que proporcionaram o acumulo de tantas propriedades.

Em 2008 tive muita conversa com um tio meu: Pedro Cordeiro de Macedo, falecido em 2016, ele falou-me por mais de uma vez, que: "Certo dia o seu pai, Teotônio, depois de trabalhar mais um dia para um fazendeiro de Ribeirão das Posses, pediu ao dono da propriedade uns abacaxis! Que o proprietário disse a ele que fosse plantar as frutas". A partir desse fato Teotônio tomou como lição e começou a trabalhar muito, economizar e comprar terras. Confesso que por anos tive certa dúvida dessa passagem contada por Tio Pedro, tudo indica que é uma situação real. A Ivanilde, a Viúva, sobrinha de Pedrinho Cordeiro confirmou essa afirmação. Ele afirmou ainda, que esse fazendeiro era apelidado de "Pilão". Esse fato deve ter ocorrido no final do XIX, na década de 1880. 

Teotônio, na sua vida de trabalho acumulou alguns condições que favoreceram enormemente a sua prosperidade: ele tinha tropas e era grande produtor rural, além de morar em uma localidade muito próxima de Minas Novas e de Piedade, o Fanha. Tudo indica que disposição para o trabalho não faltava, como afirma a sobrinha de sua esposa, a Maria do Pio.

Ser dono de tropas e produtor rural o colocava com um passo à frente da maioria dos tropeiros. Os tropeiros compravam mercadorias para revender, já Teotônio as produzia.  O rendimento era no mínimo o dobro. As proximidade dos centros consumidores de Piedade e de Minas Novas, potencializavam o caminho ao sucesso.

Assim Teotônio acabou ficando rico, tudo indica que as terras que tinham no Fanha foram compradas de familiares, não era possível que recebesse de herança diante de uma família tão numerosa. o Bigode, como mais de 6.000 hectares, foi comprado dos Franças, entre tantas outras propriedades que tinha. 

Mas o mais admirável em meu avó, não é isso! Mas na relação fraterna que tinha com a esposa Mariquinha. Um exemplo! Quando ela faleceu ele ficou extremamente abatido. "Por várias vezes ao dia ia à porteira da propriedade, como se esperasse a esposa voltar." Assim afirma o neto Vicente Francisco, que por muitas vezes presenciou essa cena.

Alguns meses depois Teotônio veio a falecer, certeza que encontrou a esposa Mariquinha. 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

LEOLINO CORDEIRO: O QUE SE PODE AFIRMAR OU DEDUZIR SOBRE ELE

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O Alferes Leolino Cordeiro de Oliveira (1825-1902), era filho de um Coronel, mas que não seguiu a tradição de influência politica do pai. Pois o pai, Bonifácio Cordeiro de Oliveira (1770-1838) era de fato, pela patente de Coronel muito muito influente. Recordo que a Guarda Nacional foi criada em 1831 e dela o pai de Leolino ocupava o mais alto POSTO! Sabemos que seu neto Teotônio Cordeiro de Oliveira tinha a patente de Capitão. Não sei se outro outro filho de Leolino tinha patente idêntica ao Teotônio Cordeiro de Oliveira. Lembro que Teotônio nomeou o seu filho casula, com o nome de seu avô, sem o sobrenome da esposa Maria Cordeiro de Macedo (Mariquinha). 

Bonifácio Cordeiro de Oliveira era o meu pai, ele dizia que era o único filho a receber a assinatura do pai sem a parte que deveria caber à assinatura da mãe: "Macedo".  Nunca ouvi ou soube de meu pai as razões do nome. Era uma homenagem ao bisavô, possivelmente ele não soubesse. Seus pais morreram quando ele tinha 16 anos de idade.  Naquele tempo esse tipo de dialogo,  entre pais e filhos, era pouco comum. Aliás qualquer dialogo entre pessoas mais velhas e crianças


Teotônio, meu avó, conviveu por muitos anos com o seu  pai, Leolino, do nascimento até os 32 anos de idade. Soube muito bem quem era seu avó, Bonifácio, dai a homenagem ao nome ao filho cacula. Há vários outros 'Bonifácios ou José Bonifácios" na família. Aliás os nomes dessa e possivelmente de outras famílias sempre se repetem. 

Leolino era Alferes, a condição de soldado: "aquele que carrega a bandeira". Já o seu pai era Oficial com a mais alta patente da Guarda Nacional. Titulo que era concedido a "autoridade de carácter regional". Assim era Bonifácio Cordeiro de Oliveira, pai de Leolino. 

Mas e os irmãos de Teotônio? Sei especialmente da condição econômica de  dois: Gabriel (avó da D. Emília do Teófilo de Castro) e de Ana (mãe do Zé da Ninha). Sei que esse casal de irmãos eram muito pobres. Gabriel viveu na Comunidade de Buriti/Valverde, próximo a Minas Novas e Ana, ficando viúva, do primeiro casamento (com o pai do Pedrinho da Ninha) logo teve que se casar devido a plena pobreza. Alguns de seus filhos foram criados por familiares, caso de João Cordeiro (pai do Bode). Criando por Teotônio e Mariquinha. 

É do nosso conhecimento que Leolino foi Festeiro do Rosário em Minas Novas, fato que nos garante projeção social e possivelmente econômica, essa festa ocorreu nos fins do século XIX. Tenho várias fontes que comprova ele na condição de festeiro, fato comprovado pela D. Lia, sua sobrinha e filha de Ana. Ainda não sei em que ano foi, preciso saber. Na internet há referências de Leolino como responsável pela festividade do Rosário em Minas Novas. 

É uma parte da história! 

QUEM ERAM OS IRMÃOS DE TEOTÔNIO CORDEIRO DE OLIVEIRA?


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(sobradão, Minas Novas - construção: 1811-1821)

Há pouco mais de dois meses perguntei, dentro da Cerâmica Forte, para um ilustre neto de Teotônio Cordeiro se ele sabia de pelo menos um irmão de nosso avó, ele disse que não! Mas prontamente ligou para uma determinada pessoa e ela informou que  Ana Cordeiro de Oliveira era uma das irmãs de Teotônio. 

Em seguida, com a ajuda da Ana Maria Cordeiro, esposa do Machado, procurei uma das filhas de Ana Cordeiro de Oliveira. D. Lia (mãe do Adelino da Loja e avó de Ana Maria) e ela, com lucidez incrível foi nomeando a mim quem eram  os seus tios (os irmão de Teotônio). 

Dentre eles, temos: Alfredo Cordeiro de Oliveira (pai da mãe do Valmir Pedreiro, Manga da Roda, além de ser o pai da esposa do Valter, filho de tia Cecilia); José Cordeiro de Oliveira apelidado de Juca (avó paterno da viúva do Pedrinho Soldado, Cruzeiro Azul); Sebastião Cordeiro de Oliveira (pai do marido de Tia Loca (filha de Teotônio), eram primos marido e mulher,  luis Cordeiro e tia Loca moraram em Água Boa, são pais do Professor Magno); Maria Cordeiro de Oliveira (avó do Lego Lino); mais Jacinta Cordeiro de Oliveira e Filomena Cordeiro de Oliveira (descendência desconhecida); e Gabriel Cordeiro de Oliveira (esse era avó de D. Emília do Teófilo de Castro, Manga da Roda), ainda a Ana Cordeiro  de Oliveira (mãe do primeiro casamento do Pedrinho da Ninha, João Cordeiro e do segundo casamente do Zé da Ninha e D. Lia (viúva do Peroca), com isso com Teotônio chegamos a nove nomes! AO TODO ENCONTRAMOS OITO IRMÃOS DE TEOTÔNIO CORDEIRO DE OLIVEIRA. 

Por tanto, por enquanto, são os filhos e filhas de Leolino Cordeiro de Oliveira (1825-1902) e de Emília Paula de Jesus (1831-1915).

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ESSA MATÉRIA ESTÁ EM CONSTRUÇÃO, DESEJO CONTRIBUIÇÃO COM DADOS PARA QUE EU POSSA DAR CONTINUIDADE. 

CORDIAL, 

MÁRIO

MINAS NOVAS EM 1835: COMO ERA A TERRA DOS ANCESTRAIS DA FAMÍLIA CORDEIRO?

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Minas Novas, 1918 (foto).  

Se você pesa que Minas Novas era um lugarzinho qualquer lá por volta de 1835, esqueça! Considerando o quadro abaixo é possível ver uma situação totalmente diferente da realidade que temos hoje, quando comparamos essa cidade em relação a outras de Minas Gerais, especialmente às mais importantes. 

Se a situação de Minas Novas, piorou, e muito! Foi depois dessa data. Minas Novas era uma cidade, verdade que se tornou cidade só em 1840, competitiva e o número de
escravos dela era quase o dobro do número existente na Capital da província, Ouro Preto. Considerando as 26 cidades e Distritos do quadro abaixo, Minas Novas está em posição mediana. Essa posição é comprável, hoje, à cidade de Governador Valadares ou Varginha. Não era pouca coisa. 

Minas Novas cresceu tanto nos seus primeiros anos de vida, que em 1729, o Governo da Província de Minas, Lourenço de Almeida, proibiu a trazida de alimentos para essa localidade com receio da população de outras cidades da Província passarem fome. Quem desrespeitasse essa determinação legal estava sujeita a pesadas multas e confiscos. Além de prisão. 

Entre todas as localidades, mais importantes de Minas,
13 das 26 tinham mais de 20.000 habitantes e Minas Novas era uma delas. Assim Minas Novas era, de fato, uma das cidades mais povoadas de minas Gerais. Com o território de proporções gigantescas.  

Naquele tempo um dos bons indicadores da riqueza de um lugar era a quantidade de engenho existentes, das 26 localidades,
Minas Novas era a oitava com maior número de engenhos. Observa-se que analisei 26 cidades e distritos, mas no quadro só selecionei 12 delas, aquelas que se localizavam mais próximas e dentre as mais importantes sobre nossa ótica. 

No Século XIX duas "promessas" poderiam ter dado um destino mais nobre para essa cidade,
primeiro com a proposta de 1856 de criar um Estado nessa região, juntamente com a Região Sul da Bahia. Minas Novas seria a capital.   Deu errado e outra com a Construção do Ramal da Estrada de Ferro Bahia- Minas até Minas Novas, não deu certo. Perdemos duas apostas que mudariam o destino da região. 

O que abrangiam a Minas Novas? A Região de Teófilo Otoni (que nem existia em 1835), a Região de Nanuque, a Região de Jequitinhonha, Araçuaí, Capelinha, Itamarandiba, Novo Cruzeiro  e tudo mais do seu entorno. Minas Novas abrangia a maior área territorial de Minas Gerais e dela irá nascer o maior número de municípios de toda Província. 

Daqui, oficialmente, se destinou à Bahia 3.780 quilos de ouro, mais algumas toneladas desse metal contrabandeado. 


Quais foram os ancestrais da Família Cordeiro que de uma forma ou de outra vivenciou esse tempo, de grandes promessas para Minas Novas. 

Quis eram os ancestrais da Família Cordeiro que moravam aqui em 1835?  o Alferes Leolino Cordeiro de Oliveira
(1825-1902), era o pai de Teotônio Cordeiro de Oliveira, assim como o pai de Leolino e avô de Teotônio, o coronel Bonifácio Cordeiro de Oliveira (1770-1838) viveram nessa época.

Por parte de mãe: 
Emília Paula de Jesus (1831-1915) era esposa de Leolino e mãe de Teotônio Cordeiro. Já a avó de Teotônio, esposa do Bonifácio, a Sra. Carlota Godinho da Silva (1778-1847).

 Maria Cordeiro de Macedo
(1878-1940), a Mariquinha, esposa de Teotônio, o seu pais: Pedro Alves de Macedo, vulgo Pedro Ribeirão (1822-1889), que era casado com D. Antônia Cordeiro Maciel, além deles vivei aqui em 1835 os avós de Mariquinha, João Alves de Macedo Rocha (1786-1845) e D. Placidina Cristaliniano da Rocha, além de outros ancestrais. 


MINAS GERAIS: CIDADES, DISTRITOS POPULAÇÕES (1833-35), ENGENHOS E CASAS

 DE NEGÓCIOS (1836)                                                                                                                                                                                                                                             

Cidades
Homens livres
Escravos
Total
Engenhos
Casas de Negócios
Curvelo
14.586
3.275
17.861
59
73
Diamantina
13.718
13.328
27.046
14
156
Itabira
28.546
16.729
45.275
100
308
Mariana
37.020
20.673
57.693
293
525
Januária
2.320
744
3.064
22
01
Minas Novas
20.782
6.838
27.620
73
84
Montes Claros
13.129
3642
16.771
18
15
Ouro Preto
7.697
3.511
11.208
21
122
Paracatu
2.521
529
3.050
03
16
São João Del Rei
12.299
9.836
22.135
56
105
Rio Pardo
9.710
3.093
12.803
51
27
Serro
13.790
4.983
18.773
78
96

quarta-feira, 12 de abril de 2017

TEOTÔNIO CORDEIRO: CAPITÃO DA GUARDA NACIONAL? DE QUE SE TRATA


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(uniforme da Guarda-nacional)

Quem não é dessa área de conhecimento deve ficar curioso para entender o que era fazer parte da Guarda Nacional, assim como com as diferentes patentes existentes, enquanto essa forma de organização vigorou no território nacional. Esse projeto foi inspirada no modelo francês.

A Guarda Nacional foi criada em todo Brasil em 1831, na Regência de Padre Feijó, logo depois do retorno de D. Pedro I para Portugal, com isso o Brasil passou a conviver com grande instabilidade social e politica, até a maioridade de D. Pedro II, em 1840, na Bahia teve uma revolta popular denominada de Sabinada (1837-1838), no Maranhão tivemos a Balaiada (1839-1841), no Pará a Cabanagem (1835-1840) e Farroupilha no Rio Grande do Sul (1835-1845). Além de outras revoltas menores, o pais estava pronto para se desintegrar e formar mais de um Brasil. A Guarda Nacional foi formada nesse clima de inquietação. 

Assim cada localidade, deveria fazer a seleção entre seus moradores para fazerem parte da Guarda Nacional. Quem eram essas pessoas? O principal critério para fazer parte desse clube era o Econômico. Em uma pequena localidade para fazer parte desse grupo honrado era necessário que se tivesse, como renda, no mínimo de 100 mil réis anual. Nas grandes cidades 200 mil.

Aqui algumas pessoas faziam parte da Guarda Nacional, na condição de Capitão: Teotônio Cordeiro de Oliveira, Antônio Lopes de Macedo (pai de Dr. Hugo), Antônio Alves (pai de Tião Alves (meu avó) e cunhado de Antônio Lopes de Macedo) entre outros, poucos.

As patentes variavam, sendo as de Oficiais na seguinte ordem crescente: Tenente – Capitão – Tenente-coronel e Coronel. O capitão era um oficial, uma liderança local, sendo o coronel uma liderança de caráter regional, acima do capitão. Dentre os coronéis de Turmalina temos, um dos últimos, o coronel Teotônio Pinheiro Torres (1858-1930), que foi fundador e primeiro Presidente da Conferencia São Vicente de Paulo. Além de ser tio de Sinhazinha Nogueira Badaró (1868-1954), a matriarca e mandachuva da politica de Minas Novas.

A primeira formação da Guarda Nacional em Nossa Senhora da Piedade se deu nos fins de 1831, foi formada pelo Padre João Gonçalves Mendes (1783-1863). Em frente á matriz tem um lápide com o nome dele. Na época ele era Juiz de Paz de Piedade (1828-1837) e por isso esse feito, formou o primeiro batalhão ele, o Padre Mendes, por foi por vários mandatos suplente de Deputado Provincial, se auto intitulou-se como tenente-coronel. Assim assinava nos batistério e casamentos que ministrava. Foi esse um dos padres mais importantes do século XIX, em Piedade, além do Padre Brás Vieira da Silva (1809-1867). Esse último Padre foi eleito Vereador em Minas Novas e em 1860 foi eleito Deputado Provincial. Ele era ainda, tataravô de minha esposa. Isso mesmo! Esse Padre teve alguns filhos! Agradeço a ele. 

Cabia a Câmara Municipal, nesse caso de Minas Novas reconhecerem os indicados para a Guarda Nacional. 

Quanto ganhava um Oficial da Guarda Nacional? Nada! Ganhava prestigio, bem lembrar que naquele tempo o serviço mais nobre de um cidadão era atender a uma demanda do Rei, no inicio dela, atender à solicitação dos governantes do Brasil. Esse prestigio valia muito na época. Em 1922 a Guarda Nacional foi desfeita.

Até mesmo o uniforme o oficial tinha a obrigação de providenciar, sem qualquer contribuição financeira para tal.

Mas pertencer à Guarda Nacional, era antes de tudo, privilegio de uma autoridade constituída e respeitada na sociedade local. Assim era o capitão Teotônio Cordeiro de Oliveira.


                                                                                                        

terça-feira, 4 de abril de 2017

COMO ERA "TURMALINA" NA ÉPOCA DOS ANCESTRAIS DE TEOTÔNIO CORDEIRO





Turmalina é uma localidade que cresceu lentamente até a sua emancipação, depois disso passou a dar passos menos lentos. Não quer dizer que foram tão rápidos. Mas vai ser depois dos anos 1980 que esse crescimento de acentua, especialmente em decorrência da Silvicultura e depois da Indústria. 

Da fundação, 1730, até a emancipação, 1948, se passaram 218 anos. Da primeira moradia se passou a ter  350 residências. Hoje a cidade tem mais 4.282 residências. Foi assim a evolução populacional de Turmalina, em números aproximados:  1730: 21 moradores; 1817: 658 moradores em 94 casas; em 1948 eram 350 casas e 2.450 habitantes na cidade e em 2016: 4.282 casas de moradas, com 14.558 habitantes. Somando esses últimos com a população rural se chega aos 20.000 habitantes como população municipal total.

Mas voltando ao passado, em 1770 nasceu o avô de Teotônio Cordeiro de Oliveira (1870-1940), Bonifácio Cordeiro de Oliveira (1770-1838). Considerando que em 1817, há 200 anos, quando passou por Nossa Senhora da Piedade o naturalista francês Auguste Saint-Hilarie, aqui tinha 94 casas. Assim de 1730 a 1817, em 87 anos, número de casas elevou-se para 94. Praticamente uma casa por ano. A cada ano se acrescia, à localidade, uma casa a mais.  

Considerando esses dados, o número de casas em 1770, era de aproximadamente de 40 moradias. Mas, naquele tempo a maioria dessas casas ficavam fechadas durante a semana, assim constatou, em 1817, o naturalista Saint-Hilarie. A população, na quase totalidade era rural.

Portanto quando nasceu Bonifácio Cordeiro de Oliveira, avô paterno de Teotônio Cordeiro de Oliveira, nesse caso, pai de Leolino Cordeiro de Oliveira era essa a povoação da área urbana de Piedade, era de  aproximadamente 40 casas e 260 habitantes, hoje deve chegar a 15 mil moradores na cidade, e mais 5 mil na zona rural.

Como disse antes, 40 moradias em Nossa Senhora da Piedade não quer dizer que eram ocupadas, pois a população era eminentemente rural, mas afirmando de outra forma: havia, aproximadamente, na zona rural população correspondente a se ocupar essas moradias, considerando a média de habitante por moradia se tem o número aproximado de 260 pessoas. Portanto ocupadas, todas, a população da sede do núcleo urbano que veio a formar Turmalina era essa, em 1770.  

Muita história se passou, muita!

MORADIAS DE TEOTÔNIO E MARIQUINHA

                            
Teotônio residia na Comunidade do Fanha, hoje município de Minas Novas (foi no processo de emancipação que Turmalina perdeu essas  terras), onde possivelmente adquiriu enorme extensão de terras, pois desde o inicio do século XIX essa localidade pertencia à Família Cordeiro. Considerando a disposição das terras que ficaram nas mãos de seus filhos a probabilidade de Teotônio ter adquirido e não herdado as terras se torna real, além de tudo as descendências dos primeiros moradores eram enormes, herdeiros não faltavam. Mas Teotônio, considerando a extensão e as terras herdadas pelos seus filhos, era dele a maior parte de terras daquela Comunidade. 

Já ouvi muito relato que um ancestral seu, João Cordeiro de Oliveira, era dono da Fazenda Estaquinha, assim a localidade chamava. É bom lembrar que esse João Cordeiro por dezenas de anos foi considerado como um dos primeiros moradores de Turmalina. NUNCA FOI! É de estranhar que uma localidade relativamente nova onde não sabe quem foram os seus fundadores e que ainda hoje se repete essa inverdade em nossas escolas. Triste! Outra: João Cordeiro não é ancestral DIRETO da nossa família. Se vê que em 1770 nasce Bonifácio Cordeiro de Oliveira depois temos Leolino Cordeiro de Oliveira e logo o seu filho Teotônio Cordeiro de Oliveira, meu avô paterno. João Cordeiro era parente que originou outra descendência, na condição de tio. Portanto João Cordeiro não se constitui como um ancestral direto de nossa família, porém pertenceu a ela. A rua João Cordeiro de nossa cidade é em homenagem a ele, mas por acha-lo como um dos primeiros moradores de Nossa Senhora da Piedade, que não foi.    

Quanto ao Local de moradia de Teotônio e Mariquinha, para mim foi motivo de muita reflexão, mas em conversa com a mãe do Adelino (irmã do Zé da Ninha) conseguimos certificar o local exato, onde Teotônio e Mariquinha  residiu e construiu a sua família de 14 filhos. Na verdade achava que era nas imediações da casa de seu filho Zuza Cordeiro, que seus pais moravam, mas não. Eles moraram entre a casa da família de Zuza e a casa do seu sobrinho Teotônio (filho de Tia Jacinta).  Foi na casa de Teotônio e Mariquinha que passou a residir a filha Cecília Cordeiro de Macedo (tia Cila). Não há mais construções no local, mas há vários elementos que possibilitam a  identificação precisa. Além de testemunho de familiares. 

Na descrição dessa propriedade, mãe do Adelino da Loja (filha da Tia Ninha, essa irmã de Teotônio), que frequentou ainda com os ilustres proprietários. Ela disse que se tratava uma casa enorme, como enormes tuias para se guardas alimento e que no seu entorno tinham a casa de farinha e engenho, que chegava as imediações um bica enorme, de aroeira, com bom volume de água.

Residência da cidade, como deseja de todos os homens mais ricos e religiosos do lugar, como bem dizia meu bisavô materno Manoel Gomes da Costa: “É preciso morar ao redor da Igreja”. Assim era a moradia de Teotônio em Turmalina, ao lado da Igreja. Era dele a residência situada onde residiu, por muitos anos, o seu neto Antônio Alves Cordeiro, o Roque. Também era dele uma residência na Rua Antônio Lopes, onde morou por muitos anos D. Rosarinha do Pimbo, neta de Teotônio e Mariquinha, filha de Antônia Cordeiro de Macedo.   

Era para a residência da Praça da Matriz que Teotônio e família se dirigia aos domingos, todas as manhãs, ele saia de sua propriedade, no Fanha em direção à Turmalina. Onde assistia à missa. Segundo a sua sobrinha, Maria do Pio, depois de assistir à missa ele se dirigia a uma propriedade na localidade denominada Tamboril, Ribeirão das Posses, onde ia cuidar de uma plantação. Pela sua disposição ao trabalho não dispensava nem os domingos. Quanto a fato presenciando por Maria do Pio, nessa época, Teotônio com mais de 60 anos de idade, pois veio a falecer com menos de 70 anos, quando Maria do Pio, tinha em torno de 6 anos de idade.

Ainda segundo Maria do Pio, foi nessa casa, situada nas proximidades da Igreja que Mariquinha veio a falecer, ela ainda criança presenciou a sua mãe Amélia (irmã e afilhada de Mariquinha) se certificada da morte da irmã. Mas que ficou tão emocionada com o fato que sequer foi ao velório. A morte de Mariquinha foi de grande consternação para o esposo Teotônio, depois de perder a esposa passou a viver em profundo remorso e meses depois veio a falecer. Meu pai, filho caçula, dizia que havia perdido os pais quando tinha 16 anos de idade, ele nasceu em 1924.

Outro fato muito lembrado, já por D. Norma Lopes, era a chegada dos familiares de Teotônio montados em animais de grande estatura e arriados com siliãos, arreios femininos, vinham sentados sobre eles e não montados como hoje. Ela disse que ficava impressionada com aquelas mulheres e moças com longas cabeleiras, longos vestidos e conduzindo animais de porte, ornamentados com seus arreios. Algo diferente presenciado por D. Norma, aquela vontade de matar certa curiosidade.  

Bom lembrar que dos 14 filhos do casal, 10 eram mulheres.