Bom observar que o patrimônio de Teotônio Cordeiro de Oliveira, em valores de hoje, ultrapassa os 40.000.000,00 (quarenta milhões de reais). Quase todo ele em terras, passando de 10.000 hectares.
A sua esposa Maria Cordeiro de Macedo (1877-1940), residia entes do matrimonio, na propriedade rural do Narck Maciel, na comunidade de Ribeirão das Posses (há vestígios no local, em maio irei lá, fotografar e postar para nesse Blog). De casa, nas manhãs dos domingos, esperava a primeira badalada do sino da Igreja Matriz, ainda chegava á Igreja antes do inicio da missa, assim conta a sua sobrinha, Maria do Pio, filha da sua irmã mais nova, Amélia. Seu pai era, assim como seu marido, um homem nobre para a época.
Tudo indica que o enorme
patrimônio de Teotônio foi construído por ele mesmo, sendo ele um homem muito
trabalhador e preocupado em garantir domínios de terras para seus filhos, dono
da maior parte das terras do Fanha onde ficou residindo alguns de seus filhos e
filhas, sendo eles: José Cordeiro de Oliveira (Zuza Cordeiro), Pedro Cordeiro
de Oliveira (Pedrinho Cordeiro), Cecília Cordeiro de Oliveira, Jacinta Cordeiro
de Oliveira e João Cordeiro de Oliveira, esses dois últimos morreram ainda novos, mas depois de terem deixados descendência.
Já outras filhas e filho se
tornaram donos da Fazenda do Bigode, adquirida da Família França, segundo
Vicente Cordeiro de Macedo, filho de Maria José Cordeiro de Macedo, essa filha
de Teotônio e Mariquinha. Além dela outras filhas passaram, depois de casadas,
a residir no Bigode: Maria Cordeiro de Macedo (mãe de Valdir Cordeiro), Antônia Cordeiro de Macedo (mãe de D. Rosarinha e de D. Maria Augusta), Maria José Cordeiro de Macedo (mãe de Vicente Francisco) e
Bonifácio Cordeiro de Oliveira, esse o caçula da família, meu pai.
A Fazenda do Bigode, adquirida
pelo capitão Teotônio Cordeiro de Oliveira, possivelmente de José Pinheiro
Ferreira França, o Juca Pinheiro (1846-1917), detentor do mato Grande e são
Miguel, Juca Pinheiro foi vereador em Minas Novas, Presidente da Câmara Municipal daquela
cidade e depois da morte de seu pai João Pinheiro Torres (1798-1895) se tornou
líder politico de Piedade até a sua morte em 1917, depois a liderança ficou nas
mãos de seu irmão por parte de pai o coronel Teotônio Pinheiro Torres
(1858-1930), esse não deixou descendência. Além de ter o mando politico em
Turmalina essa família tinha forte influência em Minas Novas, pois Sinhazinha
Nogueira Badaró (1868-1954), era filha de Cândida Pinheiro Torres (1847-1923),
essa era irmã de Juca Pinheiro e de Teotônio.
A Fazenda do Bigode tinha como
área extensão de aproximada de 11 km comprimento, iniciando na Cabeceira do
Mato Grande ao Pau Sangue, próximo ao Posto Chapadão e por outro lado a largura
se aproximada de 12 km, incluído a ela a metade das chapadas do Campo Limpo.
Totalizando, aproximadamente 6.000 hectares. Para adquirir essa propriedade Teotônio
contou com a sua credibilidade diante dos homens mais ricos de Piedade,
especialmente João Machado Pereira (1881-1961), esse pai de Lauro Machado. João Machado, que logo seria seu compadre, por ter sido padrinho de D. Emília (mãe do Roque).Por outro lado a Família França, em ter confiado a negociação.
Ao comprar a propriedade Teotônio, disse ter adquirindo “uma propriedade em que existiam muitas aroeiras”, Com isso certificava da qualidade de suas terras. Teotônio sempre dizia que devido à fertilidade nas terras do Bigode não precisava trabalhar para produzir. Não referiu à quantidade de águas e nascentes existentes. Vicente Cordeiro de Macedo, neto seu, disse que quando adquirida essa Propriedade tinha nela 14 famílias de posseiros, que alguns jamais saíram dela. A mesma sorte não tive a Família França, que perdeu o domínio das Fazendas de São Miguel e Mato Grande, a sua posse foi garantida aos posseiros que nas terras residiam, nos fins dos anos 1970. Esse fato ocorreu devido à documentação precária dessa propriedade, comum a quase todas da região.
Ao comprar a propriedade Teotônio, disse ter adquirindo “uma propriedade em que existiam muitas aroeiras”, Com isso certificava da qualidade de suas terras. Teotônio sempre dizia que devido à fertilidade nas terras do Bigode não precisava trabalhar para produzir. Não referiu à quantidade de águas e nascentes existentes. Vicente Cordeiro de Macedo, neto seu, disse que quando adquirida essa Propriedade tinha nela 14 famílias de posseiros, que alguns jamais saíram dela. A mesma sorte não tive a Família França, que perdeu o domínio das Fazendas de São Miguel e Mato Grande, a sua posse foi garantida aos posseiros que nas terras residiam, nos fins dos anos 1970. Esse fato ocorreu devido à documentação precária dessa propriedade, comum a quase todas da região.
Além dessas propriedades era
também de posse de Teotônio grande extensão de terras no município de Minas Novas, nas imediações
do Rio Fanado, era dele ainda, grandes extensões
nas margens do Rio Jequitinhonha, na Comunidade de Bocaina. Seu filho caçula, Bonifácio Cordeiro vendeu a
parte que lhe coube nos fins dos anos 1970, sem sequer ter conhecido as terras.
Lembro que o comprador o procurou, em sua residência, para essa finalidade, um
dos fatos muito bem lembrado em minha infância.

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